Olá Pequenes!À pouco consegui retornar daquela aldeia em que estive confinada e que não era o BBB, onde após resolver muitos problemas, descobri que a organização do Santo Daime tentou me enganar. Nos últimos dois meses, enquanto pensava estar em meio à mata planaltina do sul de Minas, mais específicamente em um distrito de Formiga (já dediquei um post à esta cidade. "O filho do pedreiro", lembram?), na realidade, me encontrava novamente no interior da minha querida Ribeirão Preto. E mais: estava dentro das terras acidentadas da minha velha propriedade, a Ouro Verde. Quantas histórias! Quantas lembranças! Quantas tristezas... Este confronto com o retorno à vida real, e todas as descobertas que se seguiram a partir daí, me fizeram arcar com um momento muito transformador, o qual necessito dividir com todos vocês.
Era o amanhecer de um dia chuvoso. Me encontrava à varanda do grande ocado que fazia de dormitório para os seguidores em transição do Daime. O ritual da ayahuasca começaria cedo naquele dia. Minha cabeça estava em Porto Alegre remoendo meus insucessos para me livrar da farsante que está infiltrada no meu estabelecimento noturno, se utilizando de meu nome, em todas as meia-noites dos dias 20, de cada mês, pensando em como eu poderia estar perdendo, assim, tão repentinamente, todo meu prestígio e influência, quando fui interrompida pelo sacerdote que viria buscar a mim e aos presentes para beber o chá e iniciar a cerimônia.
Estranhamente, nos foi pedido para ficarmos completamente despidos pois o ritual deveria ser realizado no pátio contíguo ao salão comunal, ao ar livre. Segundo o sacerdote, muitos de nós estavam prontos para fazer seus votos de converssão ao Daime, portanto, era hora de nos livrarmos de qualquer estigma de vaidade para colocarmos à prova nossa vocação litúrgica. Nús. E na chuva.
Todas vocês sabem que nunca tive pudores, entretanto, sentia que a conexão que havia construído com a seita tornara-se vacilante devido minhas perturbações que eu disfarçava bravamente e, tal qual a grande mãe pervertida, Eva, após comer o fruto proibido de Lilith, percebi minhas carnes verdadeiramente desnudas, e que elas já não eram recobertas por uma alva tez azeitonada, lisa como uma romã madura, como eu sempre acreditei que fossem, como sempre foi admirada por tantos tronos que derrubei nessa minha longa jornada terrestre. Enrubeci, no entanto, sem alterar um músculo de minha face.
Quando a bela sacerdotisa (jovem que fora fundamental para minha sobrevivência na seita, e que me desprendia despudorado carinho), igualmente nua, se aproximou para ministrar-me a primeira dose da ayahuasca, estremeci ao som e recortes luminosos de poderoso trovão. Ao abrir novamente os olhos, vi uma destemida Dinorá Tempestade, munida de seus campangas armados, pondo todos para correr. Era o meu resgate.
Do helicóptero pude avistar o grande palacete da Ouro Verde, e notei que o casarão estava ladeado por andaimes e máquinas de terra planagem. Me pareceu que a seita tinha muito mais interesse em me manter afastada do que simplesmente me fazer adepta. Olhei para Dinorá e entendi tudo naquele instante. Enquanto escrevo estas palavras Dinorá comanda em meu nome, uma ação clandestina de demolição. Em menos de 15 minutos, um crime contra a história nacional terá sido cometido. 260 anos de história serão apenas poeiras e ácaros de 260 anos. Não me culpe. Embora não fosse mais a dona da velha fazenda, tive meus motivos. Nao permitiria que minha antiga propriedade fosse maculada.
Pousamos no heliponto do meu hotel, o Reinassance, em São Paulo, às 9 horas da manhã, daquele mesmo dia. Era hora de agir e mostrar para todos os clãs (forma como nós, Missies Sedução, nos referimos aos pilares que comandam os meios sociais, entidades muitos mais secretas e poderosas que as que levam a fama por isso, como a massonaria, e os judeus, por exemplo), que eu não tinha sido vítima da minha própria ingenuidade e estava de volta. Faria meu novo debut, naquele mesmo dia.
O Show da Hebe. Embora meu rosto tenha sido cortado de todas as imagens e vídeos que foram editados para cair na web, posso afirmar que estou presente na colagem acima. Outro dia dedicarei um relato para a rainha da tv brasileira. Título conferido à ela por mim.
Após deixar a gravação do programa, me dirigi para o Reinassance a fim de tomar novamente o helicóptero para voltar para uma de minhas casas. Era preciso por tudo em ordem, avaliar as finanças, refazer meu calendário, estudar os próximos passos, dar telefonemas (o que fiz naquele instante). Minha nova jóia, Germanota (mais conhecida por Gaga), estará a caminho do Brasyl para encontrar-me, a fim de que eu possa conferir à ela, a senha para que esteja apta a disputar a preferência na linha de sucessão da coroa de Sedução, mas esta também é outra história. Quando entrei na minha suíte no hotel, vi que Sundfeld já estava a minha espera. Sundfeld era o braço direito do sacerdote da aldeia que eu há pouco fizera parte. Sundfeld seria a minha cobaia. Pena que aquela bixa não conseguia mais pensar sem a porra da ayahuasca.
Jogando com a melhor e mais velha moeda de escambo do mundo, eu o convenci a seguir minhas instruções. Madame Des'ree precisou comer aquele patife para que pudesse ter o que desejava, e o meu desejo era vingança. Infelizmente meteu os pés pelas mãos e não pode presenciar seu maior feito: o fim da Ouro Verde; embora tenha conseguido por em cheque o nome do Daime de uma forma muito eficiente que eu não tinha previsto, avisando-os que minhas profecias sempre se cumpririam.
Soundfeld há muito tempo estava se relacionado com um certo desenhista e com seu filho, que freqüentaram as cerimônias especiais do Daime em Ribeirão algumas vezes, onde pude observar de muito perto o incesto. No dia seguinte ao nosso encontro no hotel, Sundfeld, em ablosuto delírio alucinógeno, se dirigiu para Osasco e, dizendo-se o Messias redivivo, assasinou seus dois amantes, e atualmente dá demonstrações de sua completa insanidade com atitudes deste calibre:

Depois desta experiência transformadora, onde estive cara à cara com G-ZUS, aviso à todos que estou de volta à Porto Alegre mais perygosa do que nunca! hauhauhauahahuahauhauhauahuahE que pretendo sim, por as perninhas de fora e visitar pessoalmente o meu Cabaret! Mas não se preocupem, seus amiguinhos estão seguros! Madame Des'ree nunca suja as próprias mãos.Em memória dos fetiches frustrados de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes: